poem

Salamalandra

andava uma fava contada
atrás de uma fada montada
caiu desamparada no quente
e quem a comeu foi gente

dá-lhe uma chouriça rija
para rir de boca na botija
ela vem de flores e varinha
toca, desfaz, declara tinha

duende doente complacente
afogado no barrote da sorte
mel despista carro, carrocel
calha bolha rolha de papel